Com temas de interesse do mercado imobiliário, a análise Futurus aborda uma tendência que está sendo adotada por empresas desse segmento. Em tempos de retração da economia e restrição de crédito, as empresas começam a repensar produtos, nichos e regiões a serem exploradas. Uma das alternativas é o desenvolvimento imobiliário em regiões periféricas aos grandes centros, onde o custo para implantação de áreas residenciais é mais acessível e o mercado menos ofertado.

Em tempos de grandes volumes de estoques, ampla oferta de imóveis, guerra de preços e poucos clientes nas capitais e regiões metropolitanas e, diante de um cenário em que a crise econômica é mais impactante sobre a população urbana dos grandes centros, onde os aumentos de gastos com transportes, alimentação, educação e habitação pesam no comprometimento da renda, uma alternativa encontrada pelas empresas do ramo imobiliário é repensar a interiorização dos investimentos. Há cidades no interior do país nas quais as pressões da crise são menores. Muito em razão de terem uma composição diversa na sua economia, muitas vezes contando com o agronegócio (em alta neste momento) e serviços que garantem uma atividade local diferenciada.

Nesse sentido, estamos observando o desenvolvimento de novas fronteiras imobiliárias em nosso país. É importante também ressaltar que a concorrência nesses locais é menor e o custo de lançamento imobiliário também segue na mesma tendência. O esforço de venda pode ser mais efetivo uma vez que o lançamento muitas vezes vem como uma única e nova opção de investimento na região. Esses pontos correspondem a ingredientes relevantes na decisão de investimentos por parte das empresas.

Inicialmente observamos as empresas buscam por áreas mais baratas, melhores margens e por novos potenciais compradores – mais suscetíveis ao investimento em imóveis. Com um nível de poupança maior e consequentemente um endividamento menor, a população de cidades do interior está à espera de opções de investimento que tradicionalmente caminham para ampliação do patrimônio imobiliário das famílias. Essa alternativa de negócio gera novo oxigênio para as empresas e companhias que precisam fazer lançamentos de empreendimentos com melhor liquidez e velocidade de vendas, ou seja, manutenção de margem.

Projetos de loteamentos, condomínios horizontais e até mesmo empreendimentos comerciais estão fazendo parte de estudos de muitas empresas da construção civil para serem lançados em cidades do interior. Por estarem em núcleos menores em que os costumes e hábitos são diferenciados, algumas vantagens na operação são percebidas por parte das empresas, tais como: baixo nível de inadimplência, de rescisões contratuais e bons níveis de entrada dada pelos compradores locais.

Essa interiorização nas operações imobiliárias se faz necessária para ampliação de novos mercados, captação de novos clientes, crescimento das empresas e desenvolvimento urbano das cidades. Nos últimos anos a Alphaplan vem acompanhando e desenvolvendo projetos de pesquisa em diversas cidades do interior do país observando essas e outras características determinantes para o sucesso de empreendimentos imobiliários.